Livro: Deus é sempre novo, a espiritualidade de Bento XVI

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Eugenio Bonanata – Vatican News

Para chegar ao coração e a mente do leitor como uma centelha. Este é o objetivo do livro "Deus é sempre novo", recém publicado pela Libreria Editrice Vaticana. "É a síntese do pensamento e do trabalho de uma testemunha credível que ao longo de sua vida se colocou a serviço da Igreja", afirma o editor do livro Luca Caruso, falando da importância de alimentar a reflexão sobre a busca do rosto de Deus.

Teologia "de joelhos”

Um caminho que marcou a existência de Bento XVI, como confirmam seus textos no volume. Homilias, catequeses e discursos que, segundo Caruso, mostram um elemento comum: "A vontade e o desejo de compartilhar este precioso tesouro que ele encontrou no estudo e na oração". Os horizontes abertos por esta síntese espiritual de Bento XVI são infinitos.  "Ratzinger é o mestre da fé que se dirige ao povo de Deus", enfatiza o editor, esperando que o livro ajude a encontrar respostas para as questões da modernidade. "Bento XVI fazia teologia de joelhos", escreve o Papa Francisco no prefácio, recordando precisamente esta proximidade com a dimensão contemporânea.

Um tesouro a ser redescoberto

"Foi como entrar numa ampla clareira", diz Caruso sobre o trabalho de pesquisa: "O Magistério de Bento XVI está verdadeiramente repleto de tesouros a serem redescobertos”. Fala-se das virtudes teologais, da família, da oração, da alegria. Mas também da combinação de fé e razão como uma estrutura narrativa para recontar a força e a relevância do Evangelho. “Nisto", continua Caruso, "ecoa o que foi dito na Encíclica Fides e ratio de João Paulo II: fé e razão como as duas asas com as quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade".

Arte e beleza

Um passo fundamental é representado pela beleza - que se concretiza na arte - como uma forma privilegiada de encontrar Deus. O Papa Francisco também lembra isso no prefácio, recordando implicitamente outros pontífices do século XX: desde Pio XII, que em 1953 instituiu a Missa dos artistas na Basílica de Santa Maria em Montesanto em Roma, até Paulo VI, que se encontrou várias vezes com artistas na Capela Sistina, inspirando seus sucessores a celebrar esta ocasião. “Com Papa Bento XVI", aponta Caruso, "há um convite para seguir o caminho da beleza que nos permite aproximar-nos do eterno e assim acolher a própria beleza de Deus".

Pequenas peças no grande mosaico da história

Indicações ao alcance de todos, assim como o chamado à santidade, que diz respeito a cada batizado e nada tem a ver com super poderes e outras coisas extraordinárias. O Papa Bento XVI, explica Caruso, reiterou isto por ocasião do Dia Mundial da Juventude em Colônia, onde os Reis Magos estão enterrados. "Identificou precisamente os Magos como aqueles que estão à frente de uma procissão sem limites que transcende épocas e fronteiras e avança em direção ao absoluto de Deus”. Um convite dirigido a cada um de nós: “Ser como pequenas peças no grande mosaico da história que”, conclui Caruso, “será, em última análise, a face de Deus, que é uma face de misericórdia e de esperança”.

 
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