Igreja na Polônia consagra nação a São José, exemplo de como lidar com dificuldades

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Protetor dos casamentos e das famílias, da vida humana desde a concepção até a morte natural, assim como protetor do bom trabalho humano e de toda a Pátria e da Igreja. Este é São José, a quem os bispos poloneses também acabam de confiar oficialmente sua querida nação, com uma celebração diante da imagem milagrosa do Santo, no Santuário Nacional de São José em Kalisz.

O presidente da Conferência Episcopal Polonesa, dom Stanisław Gądecki, pronunciou o Ato de Consagração da nação e da Igreja na Polônia a São José, que é uma expressão de fé na proteção do esposo de Maria, pai putativo de Jesus e patrono universal da Igreja, um pedido de sua ajuda e um compromisso a viver de acordo com a vontade de Deus.

São José, "Santo padroeiro dos tempos de crise"

A cerimônia contou com a presença do núncio apostólico no país, dom Salvatore Pennacchio, e dos bispos de toda a Polônia, incluindo o arcebispo primaz, dom Wojciech Polak. Também estavam presentes o bispo de Kalisz, dom Damian Bryl, e o custódio do santuário, Jacek Plota.

Em sua homilia, o presidente da Conferência episcopal enfatizou o papel de São José como "o Santo padroeiro dos tempos de crise. Ele foi colocado em situações difíceis e as enfrentou", disse, observando que o mundo está vivendo atualmente um momento de profunda crise, chamando a atenção, entre outras coisas, para o conflito fronteiriço entre a Polônia e Belarus e repetindo seu recente apelo por ajuda aos refugiados e imigrantes, incluindo a permissão para iniciar corredores humanitários.

Oração a São José

"Ó bom José, tão atento à voz de Deus e ao cumprimento de sua vontade, ajuda-nos a reconhecer os sinais dos tempos e a nos engajarmos na transformação de nosso mundo", foi sua oração. "Protege nossa pátria, para que possamos cuidar de seu desenvolvimento de forma responsável. Mostra-nos como ser fiéis a nossas promessas batismais e como ser sensíveis aos sofrimentos e às necessidades de nossas irmãs e irmãos."

Protetor do matrimônio

Sobre a figura de José como protetor do matrimônio e da família, dom Gądecki ressaltou: "O Santo nos ensina uma lógica diferente, divina, que nos lembra que o amor não é apenas um sentimento ou um breve momento, mas uma decisão que dura a vida inteira. Somente o ser para o outro um dom desinteressado pode dar a qualquer pessoa uma sensação de realização e felicidade".

"Mas o matrimônio católico como comunidade de vida e de amor - acrescentou - não é apenas sentir a própria felicidade, mas também compartilhá-la com os outros. Esta é sua dimensão missionária, o que significa estar pronto para tornar-se um agente da bênção e graça de Deus para todos. De fato, todos os cônjuges cristãos participam da missão da Igreja."

Protetor da vida

Mas São José é também o protetor da vida: "Tanto na Polônia como no mundo podemos observar uma crescente resistência contra o direito à vida. O declínio da população, causado por uma mentalidade antinatalista e promovido por políticas globais de 'saúde reprodutiva', não só resulta em uma situação em que a substituição de gerações não está mais assegurada, mas com o tempo ameaça levar ao empobrecimento econômico e à perda de esperança no futuro", disse o arcebispo.

Protetor daqueles que trabalham e procuram emprego

Por fim, mas não menos importante, São José é também o protetor daqueles que trabalham e procuram emprego: "Porque o trabalho é, afinal, uma atividade voltada, consciente ou inconscientemente, a apoiar o desenvolvimento e a realização do ser humano 'iniciada' na criação do mundo e do homem por Deus", explicou mais adiante o prelado.

"Desta forma, o bom trabalho se torna bondade, misericórdia, responsabilidade, perfeição, um dos principais componentes de uma atitude religiosa. É um fator importante para a unidade, a paz, o diálogo e a cooperação da humanidade. O trabalho se torna uma resposta a todo tipo de vocação humana, uma resposta ao chamado de Deus".

Vatican News – RB/RL

 
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